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TÍTULO: Desenvolvimento de estratégias para a implantação de uma zona de produção de culturas horto-industriais em Agricultura Biológica. Projecto realizado entre 2003 e 2007.
1.
Produção de culturas horto-industriais em Agricultura Biológica; 2.
Desenvolvimento do processo de vermicompostagem dos efluentes suinícolas; 3. Recolha, concentração e reciclagem dos plásticos agrícolas utilizados.
1. Produção de culturas horto-industriais em Agricultura Biológica Nas
culturas de pimento e tomate conseguiu-se atingir
produtividades muito interessantes. Estas duas culturas têm uma
elevada necessidade em nutrientes e a aplicação de fertilizantes
homologados eleva os custos de produção, pelo que se recomenda a
aplicação preferencial de estrumes. O tomate e o pimento são, por
si só, culturas muito atacadas por pragas e doenças o que obriga a
um acompanhamento mais intenso e atento do estado das plantas na
cultura. No
bróculo obtiveram-se produtividades médias, sendo relevante
plantar cedo para permitir um bom desenvolvimento vegetativo
inicial. A utilização de filme de polietileno preto tem uma acção
muito positiva no controlo de infestantes e aumento da temperatura
do solo, tendo a desvantagem de constituir um custo acrescido na
produção. Relativamente
à produção de courgette, considerou-se que esta cultura é
muito interessante em termos de condução no modo de produção
biológico, pois tem um desenvolvimento vegetativo rápido e é
pouco susceptível a pragas e doenças. Assim como no pimento,
nesta cultura também existe necessidade de escoamento do produto. De
uma forma geral, podem retirar-se as seguintes conclusões no
que diz respeito à produção de culturas horto-industriais em
agricultura biológica:
• Necessidade de aumento de
áreas para gerar volumes de produto interessantes para a indústria
• Contratação de novas
culturas
• Maior formação dos
agricultores
• Papel decisivo das organizações
de produtores ao nível de: Ø
Contratação Ø
Gestão de entregas Ø
Assistência técnica Ø
Aquisição de factores de produção (Fundo Operacional)
2. Desenvolvimento do processo de vermicompostagem dos efluentes suinícolas Do
sistema e do projecto apresentado, destacam-se como conclusões mais
importantes:
• obtenção de considerável
fonte de macro e micronutrientes para as plantas, proporcionando, em
algumas situações, a diminuição da quantidade de adubos
a aplicar;
• a aptidão do vermicomposto
na formulação de substratos em Agricultura Biológica, com
consequente redução da poluição ambiental;
• a substituição do
emprego de recursos não renováveis, designadamente da
energia não renovável, turfa e adubos químicos de síntese com
efeitos positivos na redução da dependência em relação às
importações de energia e a redução das emissões de dióxido
de carbono e metano, aliados à necessidade da diminuição
da utilização de fontes não renováveis na agricultura;
• obtenção de vários
produtos com valor acrescentado. Claramente
tidas como relevantes nos desígnios e orientações no domínio da sustentabilidade
ambiental do sector agro-pecuário, recentemente apresentados
pelos Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do
Desenvolvimento Regional e Ministério da Agricultura, do
Desenvolvimento Rural e das Pescas, na Estratégia Nacional para os
Efluentes Agro-Pecuários e Agro-Industriais. Os resultados assim obtidos, no âmbito do presente projecto, na prática, permitem, desde já, concluir que o desenvolvimento de sistemas integrados de biogás, compostagem e vermicompostagem, podem, eficazmente, constituir uma alternativa viável, podendo fazer parte de uma estratégia interessante para a valorização energética e agrícola, em modo de produção biológico, dos efluentes de suinicultura.
3. Recolha, concentração e reciclagem dos plásticos agrícolas utilizados Esta actividade revelou bastante interesse visto que veio permitir uma alternativa à queima e/ou enterramento dos plásticos agrícolas, evitando desde logo a poluição dos solos e da atmosfera.
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